A fotografia não é um trabalho para mim, é uma herança.

Sou bis-neto de Artur Costa Macedo e neto de Artur Bourdain de Macedo (e também sobrinho-neto de João Bourdain de Macedo). Trabalho em fotografia desde os 14 anos quando, ao lado do meu avô, revelámos negativos e ampliámos as minhas primeiras fotografias a preto & branco em câmara-escura.

Não há heróis na fotografia, nós estamos sempre do lado de trás da imagem. De qualquer forma todos temos uma figura que nos tocou e nos modificou para sempre. No meu caso foi um senhor chamado Artur Bourdain de Macedo, o meu herói.


Pedro Macedo Capelas (1975)

Aprendeu fotografia com Artur Bourdain de Macedo. Com ele aprendeu a dominar a focagem, o enquadramento, o manusear das máquinas e revelação em câmara escura. Desempenha trabalhos fotográficos desde 1994, embora se tenha iniciado na prática em 1989 com uma máquina rodimentar da marca AGFA. Durante um ano usou a marca Cosina. Desde 1996 que só fotográfa com PENTAX.

Dedicou-se à fotografia de moda e portfolios de artistas desde 2001. Especializou-se em fotografia familiar e em retrato desde 2010.

Em 2009 editou os seus melhores trabalhos no livro “PHOTOBOOK 15 Years LifeWork 1994-2009”.
Em 2014 fez re-fresh com Paulo Petronilho e em 2015 com Nelson Tondela (iluminação).

Os vários Workshops que dá ao longo do ano são o resultado de muitos anos a trabalhar em fotografia e a vontade de dividir o que aprendeu com todos.

Pedro Capelas é um Formador Certificado com o CCP n.º F626391/2014

Em 2018 editou os seus melhores retratos no livro "Best Portraits".

 

 
 
 
Artur Bourdain de Macedo

 


Artur Bourdain de Macedo (1917-1997)

Trabalhou como assistente de fotografia para o seu pai, com quem aprendeu a dominar a arte. Foi um dos fotógrafos da actriz portuguesa Laura Alves. Trabalhou com quase todos os artistas do teatro Monumental. No cinema foi director de fotografia nos filmes "Saltimbancos" (1951), "O comissário de polícia" (1953), "O noivo das Caldas" (1956), "Perdeu-se um marido" (1957), "Dois dias no paraíso" (1957), "O homem do dia" (1958), "A luz vem do alto" (1959), "O passarinho da Ribeira" (1960), "Fim de semana com a morte" (1966), "Sarilho de fraldas" (1967), "O diabo era outro" (1969), "O recado" (1972) e produtor no filme "O crime de Simão Bolandas" (1984) escrito por dois dos seus grandes amigos Luís de Pina (director da cinemateca portuguesa) e Jorge Brum do Canto (realizador e actor). Do seu lado teve sempre a sua esposa, Ivone España, que trabalhou como a sua assistente de produção.

Fonte: IMDB


Artur Costa Macedo (1894-1966)

Um dos operadores e realizadores mais importantes do cinema mudo português. Artur Costa de Macedo (1894-1966) foi iniciado no cinema por Manuel Maria da Costa Veiga, tendo trabalhado com ele na Lusitânia Filme, onde Leitão de Barros realizou os seus primeiros filmes em 1918. Macedo assinou depois a fotografia de vários documentários e ficções da Invicta Film, entre os quais "A travessia aérea do Atlântico Sul de Gago Coutinho e Sacadura Cabral", ou "OS LOBOS" (Rino Lupo, 1923). Estabeleceu-se depois por conta própria e foi correspondente de vários jornais de atualidade estrangeiros. Trabalhou novamente com Leitão de Barros na fotografia de "Nazaré, Praia de Pescadores" e "Zona de Turismo" (1929) e "Lisboa, Crónica Anedótica" (1930). Viveu e trabalhou no Brasil entre 1941 e 1947. Deixou inédito um livro intitulado "Técnica Fotografia e Cinegráfica". Foi pai dos fotógrafos João e Artur Bourdain de Macedo, que também trabalharam em cinema.

Fonte: Cinemateca Portuguesa.